Criança

5 motivos para você deixar o seu filho jogar videogame

Nada é bom em excesso, mas sabendo os limites, é uma atividade muito saudável

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

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Mais de 300 mil jovens participaram da 10° edição da Brasil Game Show (BGS), a maior feira de games da América Latina que aconteceu em São Paulo em outubro. A expectativa para este ano foi ultrapassar 400 mil brasileiros. Além da BGS, os paulistas também estão recebendo a maior exposição de vídeo game do país, o Museu do Vídeo Game no shopping SP Market.

Não é pra menos que esses dois eventos levaram mais de meio milhão de pessoas até eles, tanto para jogar games exclusivos quanto para relembrar os consoles do passado. Isso mostra que a tecnologia muda não só as nossas relações sociais, mas também a forma como aprendemos. Prender a atenção das crianças com tantos meios digitais parece ser uma tarefa extremamente difícil para pais e professores.

A solução então seria proibir o uso do vídeo game? Augusto Jimenez, psicólogo e educador há mais de 10 anos na rede Minds Idiomas, diz exatamente o oposto. “Os games vieram para ficar desde o Atari Pong a jogos que ainda nem foram lançados oficialmente como Need for Speed. Proibir a criança ou o pré-adolescente de ter interação por meio desses jogos é limitá-los de fazer parte do grupo de amigos e ainda diminuir a capacidade de atenção visual seletiva deste jovem.”

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Ele listou 5 motivos para os pais e gestores educacionais incentivarem o uso do videogame tanto dentro quanto fora da sala de aula:

1) Profissões digitais são as que mais empregam no país e no mundo

Já são oferecidas graduações como Jogos Digitais, Design e Planejamento de Games em algumas faculdades do Brasil. E se você acha que o salário é pouco, a remuneração nesta área vai de R$ 4 mil a R$ 20 mil, segundo a instituição de ensino Impacta. Os estudantes podem atuar como programador, Game designer, entre outros. E isso tudo começa na infância\adolescência. É claro que os pais podem e devem limitar a quantidade de horas que os filhos jogam, mas jamais proibir. A tecnologia veio para ficar e uma diversão como os games pode ser o futuro profissional do seu filho e de sua filha.

2) Jogar videogame eleva a atenção visual das crianças

Um estudo publicado na revista Nature e feito pela Universidade de Rochester, Estados Unidos, comprovou que pessoas que jogam videogame aumentam a capacidade seletiva visual e tendem a ser mais rápidos na tomada de decisão. Há muitas empresas no mundo todo que usam desde videogames a jogos de tabuleiro em seus processos seletivos para checarem a atenção e personalidade do candidato.

3) Aguça o instinto de investigação

Quando os professores unem educação com games cria-se o processo conhecido como gamification. Trata-se da captação de conhecimento por meio dos jogos. Há 2 anos desenvolvemos essa técnica na Minds e os nossos alunos mudaram de nível 30% mais rápido. Segundo o instituto Buck de educação, quando um jogo envolvente é desenvolvido, o jovem desenvolve uma necessidade de saber, isso faz com que ele assimile o conhecimento de forma mais orgânica, leve.

4) Estreita laços entre pais e filhos

Andando pela Brasil Game Show era possível identificar pais e filhos de diferentes gerações e uma paixão que os une: o amor pelos games. Reservar um momento do dia para jogar com os filhos pode estreitar os laços. Os pais, dessa forma, estarão fazendo parte de algo que os filhos têm apreço e ainda podem se divertir juntos.

5) Vídeo game não é sinônimo de sedentarismo

Há games como Just Dance e Guitar Hero que provam isso! Crianças e jovens perdem peso dançando e tocando instrumentos. Além disso, jogos assim estimulam a interação com outras crianças, o que gera o sentimento de pertencimento desse jovens a um grupo.

 

Os pais têm se preocupado cada vez mais com o tempo que os filhos passam na frente da televisão e de videogames. Ao mesmo tempo, os benefícios que as crianças podem ter são inúmeros, então para ter o melhor dos dois mundos precisamos nos atentar com o conteúdo e a duração que nossos filhos passam naquela atividade. Não podemos negar o mundo digital e nem permitir que as crianças fiquem o dia inteiro na frente de uma tela.

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