Criança

Número de crianças obesas se multiplicou por dez nos últimos anos, segundo estudo

No Brasil, 12,7% dos meninos e 9,4% das meninas estão muito acima do peso ideal

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

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(Foto: iStock)

A culpa é da má nutrição. Tanto as crianças que passam fome quanto aquelas que se alimentam com produtos nada saudáveis estão sofrendo deste problema. Segundo um estudo publicado na última quarta-feira, 11 de outubro, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em colaboração com instituições acadêmicas do Reino Unido, o problema de má nutrição está relacionado a pobreza e desigualdade social.

“A verdade é que os alimentos menos nutritivos, industrializados, são mais baratos que os orgânicos”, explica a nutricionista Gislaine Donelli, responsável pelo processo de produção da Empório da Papinha, filha de Aduir e Maria Luiza. A especialista comenta que quando os pais vão comprar um suco de caixinha, cheio de açúcar, é sempre mais em conta do que aqueles que são mais adequados ao consumo saudável.

De acordo com a pesquisa, há 124 milhões de crianças e jovens, entre cinco e 19 anos, que sofrem de obesidade. Este número é dez vezes maior do que o registro feito há quatro décadas. Os pesquisadores afirmam que se este cenário permanecer pelos próximos anos, em 2022 haverá no mundo mais crianças e jovens obesos do que desnutridos.

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Chiara di Cesare, especialista em saúde pública da Universidade de Middlesex e coautora do estudo, alertou que a obesidade também é uma consequência da má nutrição. “Obesidade está ligada a alimentos que não são nutritivos. Comer bastante não significa que você está se alimentando com saúde. Quando a criança vai ao fast-food ela se alimenta, mas não está sendo nutrida”, explica Gislaine.

Os dados do estudo mostram que, a nível mundial, 5,6% das garotas e 7,8% dos garotos estão obesos. Quando analisamos apenas o Brasil, os números são piores: 12,7% dos meninos e 9,4% das meninas estão muito acima do peso ideal.

A nutricionista defende que a única forma de prevenção a obesidade é a reeducação alimentar. “Os pais precisam aprender primeiro e ensinar as crianças através do exemplo. Não adianta mudar a dieta do seu filho e continuar consumindo alimentos pouco nutritivos na frente dele”, aconselha.

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