Criança

Menos eletrônicos e mais brinquedos!

A brinquedista Luciana Moreira explica por quê

Redação Pais&Filhos

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Foto: iStock

 

 

 

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Luciana Moreira é brinquedista e idealizadora da brinquedoteca itinerante Colônia do Brincar. Ela tem mais de 20 anos de experiência como educadora, e reforça que a presença dos pais e as brincadeiras tradicionais são muito importantes para o desenvolvimento da criança.

Segundo a especialista, existem 5 ações que são necessárias para que a criança se desenvolva de forma saudável: “Eu as chamo de 5 R´s porque são os mesmos princípios do desenvolvimento sustentável: refletir, recusar, reciclar, reaproveitar e reduzir”, explica Luciana.

O primeiro “R” fala sobre a importância da presença física dos pais na vida dos filhos. “É preciso refletir, por exemplo, sobre quanto tempo é dedicado às crianças no dia a dia e sobre a carga de exigências escolares e em casa”, lembra a especialista. Os pais devem se aproximar ao máximo dos filhos e participar ativamente de suas atividades, favorecendo o livre brincar e estimulando a criatividade.

recusar está relacionado a tudo aquilo que promova a “adultização” da vida infantil. O tempo gasto pelos filhos em frente às telas de computadores, tablets e smartphones muitas vezes é responsável por estímulos artificiais e inapropriados à idade, como o mundo da maquiagem, filmes e séries violentos, entre outros.

O terceiro “R”, de reciclar, propõe que as crianças possam ter tempo para reciclarem as imagens e informações absorvidas por sua observação e por meio do brincar desenvolvam suas próprias interpretações sobre o mundo através da imaginação natural.

Permitir que a criança utilize a imaginação e exercite a sua capacidade de tomar iniciativas por meio de materiais desconstruídos é muito importante. “Reaproveitar uma caixa de leite e deixar que o filho brinque com ela o deixa livre para exercer a criatividade: pode ser um vagão de trem, uma casinha ou até matéria-prima para a construção de algo”, afirma Luciana.

“Não se trata de reduzir apenas a conectividade virtual, mas também o excesso tempo de atividades dirigidas – escola, aula de inglês, curso de teatro, futebol, ballet etc.”, diz a brinquedista. Dessa forma, os pequenos terão tempo de se expressar e se conhecer por meio do brincar, isto é, de meditar sobre si por meio da ação.

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