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Aprendizado em dose dupla!

O casal paulista Babu e Paulo aprendeu na prática a criar, cuidar e respeitar as diferenças das gêmeas Estela e Luiza

Helena Fonseca

Helena Fonseca ,filha de Bethania e Paulo

Familia_Barbara

(Foto: Acervo Pessoal)

“Eu sempre tive muita vontade de ser mãe, adorava cuidar dos filhos dos meus amigos! Quando eu estava com 29 anos, comecei a pensar no assunto, gostei da ideia e passei a tentar convencer o meu marido, Paulo, que não queria ter filhos de jeito nenhum. Em 2009, um ano depois, decidimos que iríamos tentar.

Descobri que estava grávida em outubro de 2009. Estava meio enjoada e resolvi comprar um teste de farmácia – e deu positivo! Ficamos superanimados e no dia seguinte já fui fazer o exame de sangue. Lembro que a taxa estava altíssima e até brinquei que estava realmente grávida – só não tinha ideia de que eram dois bebês!

No primeiro ultrassom, eu e o Paulo ficamos horas esperando na sala de espera e na hora do exame, o Paulo preferiu esperar do lado de fora. O médico foi superdireto comigo e disse: “Você não vai ter um bebê, vai ter DOIS bebês!” Em seguida, virou o monitor e apontou os coraçõezinhos batendo.

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A primeira coisa que eu disse para o médico era que meu marido ia ficar chocado, mas que o meu pai, Ayrton, acharia normal – afinal a vida inteira ele contava que tinha uma tia e uma prima que eram gêmeas e que eu poderia ter também. Nós nunca demos muita bola para esse assunto, eu nunca imaginei que teria gêmeos!

Saí da sala de exames e não tinha ideia em como falar para o meu marido que eram dois bebês! Esperei entrar no carro e contei. Ele ficou lívido e começou a berrar, num misto de pânico e felicidade, que não acreditava!

Minha gravidez foi supertranquila, passei muito bem todos os meses e trabalhei bastante. Só comecei a sentir alguma coisa quando parei de trabalhar, aí logo a Estela e a Luiza nasceram.

Meu parto foi cesariana. A diferença entre o nascimento das meninas é de um minuto. Foi tudo muito rápido.

Quando vimos as meninas pela primeira vez, descobrimos um novo tipo de amor que até então nunca tínhamos sentido. É um amor diferente de todos os outros! Confesso que no começo até ficávamos confusos em saber qual era a Estela e qual era Luiza!

Desde sempre tivemos muito apoio da nossa família. No primeiro ano meu pai era muito presente. Quando a babá avisava em cima da hora que não viria ou chegaria atrasada, em pouco tempo ele já estava na minha casa pronto para ajudar! Minha mãe e minha sogra também ajudam muito e até hoje sempre que precisamos estão a postos para o que der e vier.

Eu não sei como é cuidar de um filho só, já que tive a sorte de ter duas de uma vez. Acho que o mais difícil e instigante em criar gêmeos é saber sempre que cada um é um. Erramos em algumas coisas ao achar que tudo tinha que acontecer ao mesmo tempo, e não é bem assim: às vezes uma está preparada para desfraldar e a outra não, por exemplo.

Mas como não recebemos a bula dos filhos aprendemos com os nossos erros. Hoje em dia ficamos muito atentos a isso, principalmente na escola. Achamos muito importante elas estudarem em classes separadas e criarem sua individualidade.

Eu adoro ser mãe! Adoro ensinar os valores que aprendi com meus pais e com meus avós. Acho muito importante! Hoje as meninas têm 7 anos e eu adoro ouvir os questionamentos delas e ver como crescem rápido. O que acho mais importante é aproveitar muito cada fase, principalmente porque todas passam voando!

Somos uma família muito unida e cheia de cumplicidade!”

A família da Barbara mostra que os pais até podem levar um susto ao descobrir uma gravidez, mas que, com a ajuda e dedicação de toda a família, tudo entra nos eixos e as crianças podem crescer cercadas de amor e união!

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