Se você está amamentando e já se perguntou se é possível engravidar durante esse período, saiba que essa dúvida é bastante comum. De fato, a amamentação pode alterar seu ciclo, retardando a ovulação, mas isso não significa que a gravidez está descartada.
Segundo a Parents, embora o aleitamento reduza temporariamente a fertilidade, sim, é possível engravidar mesmo durante a amamentação.
Além disso, cada corpo reage de forma diferente e fatores como frequência das mamadas e alimentação do bebê podem influenciar diretamente a retomada da fertilidade. Por isso, entender como funciona o corpo nesse período é fundamental.
Como a amamentação influencia a fertilidade
Durante a amamentação, o corpo produz hormônios como a prolactina, que ajudam a manter a produção de leite e ao mesmo tempo podem inibir a ovulação. Consequentemente, muitas mulheres experimentam a amenorreia lactacional, ou seja, a ausência de menstruação.
No entanto, essa inibição hormonal não é absoluta, e a ovulação pode retornar mesmo antes da primeira menstruação pós-parto. Portanto, é fundamental estar ciente de que a gravidez ainda é possível mesmo que você não tenha tido o retorno do ciclo menstrual.
Além disso, fatores como a introdução de fórmula ou alimentação complementar podem reduzir esse efeito protetor. Dessa forma, embora a amamentação ofereça certa proteção natural, ela não elimina completamente o risco de concepção.
Por isso, é importante observar sinais do corpo e manter atenção à fertilidade.
O método de Amenorreia Lactacional (LAM)
Existe um método natural de planejamento familiar chamado Método de Amenorreia Lactacional (LAM), que utiliza os efeitos da amamentação sobre a fertilidade.
Para que ele seja eficaz, três critérios precisam ser atendidos: amamentação exclusiva, mamadas frequentes e ausência de retorno menstrual. Quando seguidos corretamente, esses critérios podem oferecer proteção razoável contra a gravidez nas primeiras semanas ou meses pós-parto.
No entanto, mesmo com o LAM, não há garantia de eficácia total. Por exemplo, a ovulação pode ocorrer antes do retorno da menstruação, aumentando o risco de engravidar.
Situações que aumentam o risco de engravidar durante a amamentação
Mesmo durante a amamentação, existem situações que aumentam a probabilidade de gravidez. Por exemplo, quando a amamentação deixa de ser exclusiva, seja por uso de fórmula, mamadas espaçadas ou introdução de alimentos sólidos, o efeito protetor da lactação diminui significativamente.
Além disso, a volta da menstruação ou sinais de ovulação indicam que o corpo está retomando a fertilidade. Assim, quando essas mudanças acontecem, mesmo que o bebê continue mamando, as chances de engravidar se tornam mais altas.
Portanto, é fundamental acompanhar o ciclo e conversar com um profissional de saúde sobre prevenção adequada.
Por que não se deve confiar apenas na ausência de menstruação
Muitas pessoas acreditam que a ausência de menstruação significa que a gravidez é impossível. No entanto, a ovulação acontece antes da menstruação e pode ocorrer mesmo sem sinais visíveis.
Dessa forma, confiar apenas na ausência de ciclos menstruais durante a amamentação pode levar a uma surpresa indesejada.
Portanto, mulheres que não desejam engravidar devem considerar métodos contraceptivos adicionais, mesmo nos primeiros meses pós-parto. Além disso, compreender como o corpo responde à amamentação ajuda a planejar melhor a vida reprodutiva e evita riscos desnecessários.
A duração da proteção natural da amamentação
A proteção natural oferecida pela amamentação é mais eficaz nos primeiros meses após o parto, especialmente se a mãe estiver amamentando exclusivamente. Porém, com o tempo e mudanças na rotina do bebê e da mãe, essa proteção diminui progressivamente.
Além disso, a retomada da fertilidade varia muito de mulher para mulher. Algumas podem ovular poucas semanas após o parto, enquanto outras levam meses.
Portanto, não existe uma regra universal e cada corpo deve ser observado individualmente. Por isso, é importante não depender exclusivamente da amamentação como método contraceptivo.
Contracepção durante a amamentação
Se a intenção é evitar uma nova gravidez, é essencial considerar métodos contraceptivos compatíveis com a amamentação. Entre as opções estão métodos hormonais adequados, DIU, preservativos ou barreiras mecânicas.
Além disso, vale reforçar que a amamentação oferece inúmeros benefícios, mas não garante proteção total contra gravidez.
Portanto, combinar a amamentação com estratégias contraceptivas seguras ajuda a reduzir significativamente os riscos e permite que a mãe aproveite a fase de aleitamento sem preocupações inesperadas.
Dicas para mães que amamentam e querem planejar a gestação
- Observe sinais de ovulação, como muco cervical ou alterações na temperatura basal, pois indicam que a fertilidade está retornando.
- Considere o uso de aplicativos ou métodos de monitoramento do ciclo menstrual.
- Converse com um profissional de saúde antes de introduzir qualquer método contraceptivo hormonal para garantir que ele não prejudique a produção de leite.
- Mantenha uma rotina de amamentação frequente e regular se desejar prolongar o efeito protetor natural.
- Avalie periodicamente a frequência das mamadas e o padrão de alimentação do bebê para entender como eles influenciam sua fertilidade.
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