Por Camila Pusiol 26/12/25

Ensinar uma criança a ter empatia, compaixão e se colocar no lugar do outro é um processo que acontece aos poucos, no cotidiano, nas conversas e também nas histórias que ela consome.

Filmes e animações, quando assistidos com a mediação de adultos, podem se transformar em ferramentas importantes para o desenvolvimento emocional e social das crianças.

Um bom exemplo disso é Guerreiras do K-Pop, animação que se tornou um dos maiores sucessos da Netflix em 2025.

Muito além do entretenimento, o filme apresenta personagens que lidam com medo, insegurança, conflitos internos e, principalmente, com a importância de apoiar umas às outras, conforme o site Purepeople.

Um filme que conversa com o universo infantil

À primeira vista, Guerreiras do K-Pop encanta pelas cores vibrantes, pelas músicas fáceis de memoriza4. No entanto, o que realmente aproxima o filme das famílias é a forma como ele apresenta as emoções.

Amizades, medo, inseguranças e uma série de dilemas que fazem parte da infância.

As protagonistas não são heroínas invencíveis o tempo todo.

Elas sentem medo, dúvida, insegurança e precisam umas das outras para seguir em frente. Esse retrato ajuda a criança a entender que sentir fragilidade não é um problema, mas parte do crescimento.

A importância de falar sobre sentimentos

Durante o filme, diversas situações mostram personagens enfrentando desafios emocionais. Esse é um ótimo ponto de partida para conversas simples, que cabem na rotina familiar.

Perguntas como “Por que você acha que ela teve medo?” ou “O que ajudou a personagem a continuar?” estimulam a criança a reconhecer emoções, tanto nos outros quanto em si mesma.

Além disso, essas conversas não precisam acontecer de forma formal. Muitas vezes, surgem naturalmente após uma cena mais marcante ou até no dia seguinte, quando a criança relembra a história.

Empatia também se aprende com exemplos

Outro ponto forte de Guerreiras do K-Pop é mostrar que empatia não é apenas sentir pena, mas agir. As personagens se ajudam, conversam, se reconciliam após desentendimentos e aprendem a ouvir.

Para mães e pais, esse é um convite para fazer conexões com a vida real.

Situações como ajudar um colega na escola, escutar um amigo triste ou respeitar o tempo do outro podem ser relacionadas diretamente às atitudes vistas no filme. Afinal, quando a criança percebe que essas atitudes também existem fora da tela, o aprendizado ganha ainda mais força.

Trazer a história para o dia a dia

Um dos maiores potenciais do filme está na possibilidade de aproximar a narrativa da realidade da criança. Perguntas como “Isso já aconteceu com você?” ou “Você já viu algo parecido na escola?” ajudam a transformar a história em aprendizado prático e muito mais próximo delas.

Além disso, esse tipo de conversa reforça a ideia de que ninguém precisa enfrentar dificuldades sozinho;

Muito pelo contrário, pedir ajuda também é um gesto de coragem.

Dessa forma, mais do que ensinar lições prontas, o filme abre espaço para diálogo, algo essencial na construção da empatia e da compaixão infantil desde cedo e de forma genuína.

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