Nos últimos anos, as vendas do óleo de coco dispararam. A expectativa é de que continuem crescendo cerca de 7% ao ano até 2033. O uso é tão crescente, que além de adultos, muitos pais utilizam em seus filhos, sem prescrição médica.
O assunto divide opiniões, porque para um corpo em desenvolvimento todo cuidado é pouco. De acordo com a Parents, especialistas em alimentação natural e atletas costumam exaltar os efeitos antioxidantes e energéticos do óleo.
Mas, pesquisadores da Universidade de Harvard e da American Heart Association (Associação Americana do Coração) apontam que ele pode prejudicar a saúde do coração.
Óleo de coco como “alimento saudável”
Em aspectos positivos e termos culinários, a solução é excelente. Ele possui um ponto de fumaça alto, o que significa que não queima facilmente em altas temperaturas, além de deixar bolos e assados crocantes e leves.
Também pode ter alguns benefícios à saúde, ainda que limitados. Extraído da polpa do coco, o produto é considerado um alimento de origem vegetal, normalmente recomendado por médicos e nutricionistas tanto para crianças quanto para adultos.
Os cocos contêm antioxidantes e fitoquímicos que fortalecem o sistema imunológico e podem ajudar na prevenção de doenças, incluindo alguns tipos de câncer.

Olho de coco x colesterol
Ainda segundo a Parents, a principal preocupação dos especialistas é o alto teor de gordura saturada presente no óleo. A gordura é maior do que o encontrado na manteiga ou na banha.
As gorduras saturadas estão associadas ao aumento do colesterol, que quando atinge níveis elevados pode está ligado a um maior risco de doenças cardíacas.
Um professor de Harvard chegou a chamar a solução de “veneno puro” devido ao seu alto conteúdo de gorduras saturadas. Mesmo após a análise de mais de 100 estudos, a American Heart Association desaconselha o uso.
De acordo com a instituição, o consumo desse óleo eleva o colesterol “ruim” e não oferece benefícios comprovados para o coração, ao contrário de outros, como o de oliva, que são reconhecidamente saudáveis.
Cuidado para a pele
Apesar das críticas sobre o consumo, o óleo de coco se destaca quando é aplicado na pele. Pesquisas indicam que seu uso tópico pode reduzir o risco de infecções e melhorar a condição da pele, além de auxiliar no ganho de peso de bebês prematuros.
Para a American Academy of Pediatrics (AAP), a solução amolece a crosta láctea nos bebês, enquanto o Children’s Hospital of Philadelphia sugere utilizá-lo como loção para massagens relaxantes em crianças.
Como usar o óleo de coco
Ele pode ser um ótimo complemento na dieta familiar quando consumido com moderação. Também é excelente para a pele e absorve bem os ácidos graxos sem causar danos. Algumas sugestões de uso:
- Alterne a solução com outras fontes de gordura ao preparar alimentos e bolos;
- Tenha cautela com afirmações exageradas sobre os benefícios do óleo de coco em produtos industrializados;
- Aumente a ingestão de gorduras mono e poli-insaturadas na dieta das crianças;
- Faça um exame de colesterol em crianças entre 9 e 11 anos;
- O acúmulo de placas nas artérias pode começar na infância e se intensificar ao longo da vida, aumentando o risco de doenças cardíacas;
- Aproveite o óleo de coco diretamente na pele.