Um post no Reddit recentemente levantou uma discussão que fez muitos pais se identificarem: dá para amar os filhos igualmente, mas não gostar deles da mesma forma? A confissão sincera de um usuário gerou centenas de comentários e trouxe à tona um dilema real da parentalidade.
O desabafo que viralizou
O post, intitulado “O segredo sujo que meus pais nunca me contaram”, trouxe um relato honesto:
“Eu cresci em uma família relativamente grande e sempre acreditei que meus pais nos amavam igualmente. Agora que sou pai, percebo que isso era verdade. Mas o que eu não entendi até ter meus próprios filhos é que eu não gostaria de todos eles da mesma forma.”
O autor da postagem explicou que um de seus filhos se parece com ele em suas melhores qualidades, enquanto outro reflete os traços que ele considera mais difíceis de lidar. Um terceiro, por sua vez, está sempre se metendo em confusão.
“Eu amo todos eles, mas será que eu gosto de estar perto de todos da mesma maneira? De jeito nenhum.”
Essa declaração foi o suficiente para dividir opiniões na comunidade.
Pais se identificam e compartilham experiências
Muitos pais concordaram com o sentimento do autor, ressaltando que gostar dos filhos pode variar de acordo com o momento e a fase da vida.
“Tenho quatro filhos. Amo e gosto de todos eles por motivos diferentes, mas também cada um me irrita de um jeito único.”
Outro comentário reforçou a ideia de que a afinidade muda constantemente:
“Eu amo todos os meus filhos igualmente, mas honestamente, cada um tem sua vez de me estressar ou de derreter meu coração. Eu não conseguiria dizer qual eu gosto mais porque isso muda o tempo todo!”
Vários pais destacaram que gostar mais ou menos de um filho pode ter relação com idade e comportamento. Afinal, crianças pequenas exigem muita atenção, enquanto adolescentes podem testar a paciência de qualquer um.
Outros pais alertam sobre os riscos dessa percepção
Se por um lado muitos pais se identificaram com o desabafo, outros demonstraram preocupação. Um usuário alertou:
“Espero que você faça um bom trabalho em não demonstrar isso.”
Outro comentário destacou o impacto desse tipo de sentimento na infância:
“Não é legal crescer sentindo que você é o menos querido. Eu sempre soube que minha mãe me amava, mas nunca senti que ela gostava de mim de verdade.”
Alguns internautas até sugeriram que o comportamento mais desafiador de um dos filhos pode ser reflexo da forma como ele é tratado:
“Você claramente tem um favorito. E, pelo jeito como descreve seu outro filho, isso provavelmente é bem óbvio para todo mundo – inclusive para ele. Talvez seja por isso que ele esteja agindo assim.”

Como equilibrar amor e afinidade com os filhos?
A verdade é que ninguém escolhe quais traços de personalidade combinam mais com os seus. Mas quando se trata dos filhos, o desafio é não deixar que essas diferenças criem favoritismos.
Aqui estão algumas estratégias para manter o equilíbrio na relação:
- Demonstre amor de maneiras personalizadas: Cada filho tem uma linguagem do amor diferente. Alguns se sentem amados por meio de palavras, outros por gestos ou tempo de qualidade.
- Evite comparações: Frases como “seu irmão não faz isso” podem criar ressentimentos e insegurança.
- Crie momentos individuais: Passar tempo exclusivo com cada filho ajuda a fortalecer a conexão.
- Autoconhecimento é essencial: Se perceber que tem mais afinidade com um dos filhos, reflita sobre como isso pode estar afetando os outros.
O que realmente importa
Pais perfeitos não existem. O que importa é que o amor não se mede por variações de afinidade. Amar os filhos igualmente significa garantir que todos tenham o mesmo suporte, carinho e segurança emocional, independentemente de como cada um se comporta.
Sempre busque maneiras de criar um ambiente de amor e respeito para todos os filhos. No fim das contas, o equilíbrio entre amar igualmente e gostar de formas diferentes faz parte da jornada da parentalidade.
O que vale mesmo é garantir que cada filho se sinta valorizado e amado, do jeito que ele é.