Maria Cecília deu à luz o segundo filho, fruto do relacionamento com Rodolfo, nesta terça-feira, 22 de fevereiro. Martim veio ao mundo na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande (MS), pesando 3.100kg e medindo 48,5 centímetros. O parto aconteceu um pouco antes do esperado, já que o casal estava se planejando para ter o bebê no dia 25 de fevereiro. Ao anunciar a notícia para a imprensa, a assessoria da dupla falou um pouco sobre o estado de saúde do bebê e da mãe e contou que Maria Cecília desenvolveu uma cefaleia pós-raqui no momento do parto. Ainda segundo as informações divulgadas pela assessoria na nota, a condição foi logo identificada pela equipe médica.
Depois da cantora ter contado o que aconteceu, logo começaram a surgir dúvidas a respeito da condição. Afinal, o que é a cefaleia pós-raqui, ou melhor, cefaleia pós-raquianestesia? Para entender melhor sobre a doença, conversamos com o anestesista Dr. Bruno Gama Neves, pai de Luisa. Em entrevista à Pais&Filhos, ele respondeu às principais perguntas sobre o assunto.

O que é a cefaleia pós-raquianestesia?
Em linha gerais, é uma dor que abrange todo o crânio, mas costuma ser mais intensa na parte de baixo da cabeça (região occipital) e no pescoço. A dor costuma piorar quando a pessoa levanta e melhorar quando está deitada. Como explicado pelo anestesista, a cefaleia pós-raqui é necessariamente causada por punção lombar, mas também pode ser desencadeada pela raquianestesia.
O Dr. Bruno Gama explica que, atualmente, a raquianestesia muito raramente é a causadora da doença, isso porque hoje em dia os calibres das agulhas são mais finos que no passado. Além das dores na cabeça, os sintomas também podem ser: dor na nuca, zumbido, rigidez na nuca, tontura, entre outros.
O lado bom é que ela tem tempo para acabar. “A doença é autolimitada em até 7 dias. Ela costuma começar de 24h a 48h após a punção”, explica o médico. Para tratar o problema, são usados medicamentos como: compostos com cafeína, analgésicos, decadron e, como orientado pelo Dr. Bruno: hidratação abundante! Em alguns casos raros, quando a paciente não tem melhora mesmo após o uso dos remédios e repouso, podem ser utilizados alguns outros medicamentos mais invasivos.

Por que acontece na hora do parto?
O anestesista explicou que as chances de desenvolver a cefaleia pós-raqui são maiores durante o parto pois a raquianestesia é tipicamente o tipo de anestesia utilizada nessas situações. Mas não há grandes motivos para se preocupar. “Ela não traz nenhuma sequela para a mãe, muito menos para o bebê”, tranquilizou ele.
Toda mãe pode ter cefaleia pós-raqui durante o parto?
Sim. O Dr. Bruno Gama diz que toda mãe pode desenvolver a cefaleia, mas mulheres que apresentam dificuldades a punções têm uma tendência maior a desenvolver a doença. Essas dificuldades podem aparecer em mulheres que estão muito acima do peso, tem patologias na coluna ou que tenham dificuldade de puncionar por conta da dor intensa na hora do trabalho de parto. Nesses casos, o papel do obstetra e só identificar a possibilidade de ser cefaleia pós-raqui e encaminhar ao anestesista.