Mesmo que a depressão pós-parto seja um sintoma diretamente associado à mulheres, novos estudos apontam que homens também estão bastante sujeitos a esse tipo de condição. Pesquisas realizadas no Hospital de Chicago para Crianças revelaram que, em comparação a um terço das mães que apresentavam os sintomas depressivos, um quinto dos homens também o fizeram. A iniciativa de pesquisa foi de extrema importância para evidenciar a necessidade de mais programas de tratamento da depressão não só para mulheres – como também para homens, ou até mesmo para o casal.
Os estudos também apontaram o risco de crianças que crescem em ambientes com pais depressivos – que podem ter o seu desenvolvimento prejudicado. Sobre isso, o diretor do Programa de Incentivo da Saúde da Criança e da Família nos Estados Unidos, Craig Garfield, em entrevista ao Portal Daily Mail, opinou: “As evidências das nossas pesquisas apontaram que é necessário prestar atenção na saúde mental desses pais – antes, durante e após a saída de seus recém nascidos da maternidade. Isso é crucial não só para a saúde deles, mas também para a da criança”, declarou.

A depressão pós-parto é uma condição na qual mães e pais apresentam sintomas de depressão após o nascimento dos filhos – geralmente associado a uma queda brusca nos hormônios. O estudo foi realizado com mais de 400 pais de crianças nascidas prematuras. O procedimento incluía uma observação desses casais no dia da internação no hospital, no dia da alta, 14 dias depois do parto e, enfim, 30 dias depois.
Para fins de comparação, as pesquisas mostraram que 33% das mulheres submetidas ao procedimento apresentaram os sintomas depressivos, ao passo de que 17% dos homens também o fizeram. “Essa diferença é importante para entender que esses homens precisam de ajuda também, já que muitas vezes nem entendem o que estão sentindo para que possam buscar a ajuda adequada”, completa ainda Dr. Garfield.
Além dos dados já apresentados, o estudo também tratou de entender tendências em torno dessas descobertas. Assim, pode-se perceber uma maior propensão de pais mais jovens e pais que já apresentaram depressão em algum momento da vida para o diagnóstico de depressão pós-parto.