Família

Mãe desabafa: "Um dos meus gêmeos m0rreu e o médico disse que eu deveria ‘parar de me estressar’"

(Foto: Freepick)

Publicado em 15/05/2024, às 13h58 por Malu Lopes


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Em um levantamento recente que expõe a dura realidade enfrentada por mulheres no sistema público de saúde do Reino Unido, mais de 1.300 mães compartilharam relatos chocantes sobre suas experiências traumáticas de parto sob os cuidados do National Health System (NHS). Essas narrativas destacam uma série de falhas no atendimento, desde a falta de compaixão até negligências graves que resultaram em consequências duradouras para mães e bebês.

Um dos casos mais angustiantes é o de uma mãe que, após perder um dos gêmeos durante o parto, recebeu do médico a fria recomendação para "parar de se estressar". “As palavras dele foram: “Este bebê já morreu há muito tempo, então você deveria parar de se estressar com isso e vamos tentar salvar o outro”, relata a  mãe que após o episódio teve pensamentos suicidas e se traumatizou.

Mães do Reino Unido passam por difíceis situações no momento do parto (Foto: Freepick)

 

Além desse caso, em 2019, após um prolongado trabalho de parto de cinco dias, Alice Ashburn, uma professora do oeste do país e mãe de 31 anos de idade, trouxe ao mundo seu filho Alfred. O recém-nascido, que apresentou sinais de debilidade e uma coloração acinzentada, não respirava ao ser colocado sobre o peito da mãe. A situação alarmante só foi percebida quando Alfred deslizou em direção ao pescoço de Alice, levando os profissionais de saúde a intervir rapidamente para reanimá-lo. 

“Eles o agarraram e o levaram para a ressuscitação”, conta  Alice em entrevista para o Daily Mail. “Fiquei com tanto medo, mas ninguém me contou o que estava acontecendo”, recorda-se.  Embora Alfred tenha sobrevivido sem danos, o trauma vivenciado por Alice resultou no desenvolvimento de um transtorno de estresse pós-traumático. 

Buscando evitar a experiência traumática anterior, Alice optou por um parto domiciliar para seu segundo filho, William, em 2021. Contudo, diante do cansaço extremo, ela foi levada ao hospital, onde se viu obrigada a passar por uma cesariana de emergência. Durante sua estadia no hospital, ela foi desrespeitosamente referida como "o fracasso do parto domiciliar".

Alice Ashburn, é mãe de Alfred e William e ambos partos foram momomentos complicados para a mãe (Foto: Reprodução/DailyMail) 

 

Bebês  nascidos mortos ou com lesões cerebrais devido à privação de oxigênio; mulheres com incontinência fecal vitalícia após lacerações graves não diagnosticadas; e pacientes deixadas em lençóis ensanguentados por horas é a realidade de outras mães atendidas nas maternidades do Reino Unido.  Além disso, hospitais estão ocultando erros médicos, impedindo as famílias de obterem respostas sobre mortes ou lesões graves em mães ou bebês.

Essa situação demonstra a necessidade de um chamado urgente para revisões e melhorias no sistema de maternidade do NHS, enfatizando a necessidade de um atendimento mais humano e qualificado durante o processo de parto. A voz dessas mulheres ressalta a importância de garantir que todas as mães recebam o suporte e a dignidade que merecem nesse momento vital.

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Palavras-chave
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