Maurício de Sousa confirmou que estuda criar personagem gay para integrar a Turma da Mônica – e ainda mencionou o filho, Mauro Sousa, ao falar sobre o projeto. Em conversa com a BBC Brasil, o desenhista falou sobre futuros projetos e ainda relembrou o dia que Mauro se assumiu homossexual para a família.
“Vem vindo aí… Estou esperando um pouquinho que esteja cada vez mais aceita a posição do gay, principalmente”, explicou ele, sobre as muitas ideias já vindas do próprio público sobre a integração de um personagem LGBT para a turma. Mas Mauricio ainda esclarece que possui outros planos para a futura criação.
“Estamos discutindo isso, sim. Estamos discutindo com os roteiristas, com o Mauro, com o pessoal próximo da gente aí para que haja um personagem positivo. Em todos os sentidos”. Mauricio se emocionou, inclusive, ao relembrar do filho que também é gay.
“Eu tenho um filho, bem, que se assume [homossexual] e eu adoro meu filho [Mauro Sousa, diretor de espetáculos, parques e eventos da Mauricio de Sousa Produções]. Ele cuida de uma parte tão importante [da empresa], que é a de shows e espetáculos. E dá um nó no pessoal que já tem mais idade e mais experiência”, relembrou. E completou, “Afinal de contas, quando eu tomei café uma vez com o Mauro e o marido dele, abri a janela, né? Porque aí as pessoas viram que eu estou junto com meu filho”.
O desenhista ainda aproveitou o espaço para relembrar o momento em que Mauro falou sobre a própria sexualidade para a família. “Em casa foi natural. Ele se abriu comigo também. E nos entendemos muito bem, sempre. Com meus filhos eu me entendo sempre muito bem. Esse caso foi meio diferente mas também foi uma experiência muito interessante e agradável, porque é a porta da vida e da felicidade. Realização também”.

Por fim, esclereceu: “Não pode haver obstáculos para sensações. É uma maneira, uma atitude, é uma palavra que me foge agora…”, hesita, como que medindo as palavras. “De comportamento… Também não é comportamento, me foge a palavra. Mas de qualquer maneira, acho que todos nós temos o direito de viver o que nos é agradável, necessário e nos faz bem. Mas, principalmente, se faz bem para mais de um, é melhor ainda. Acho que foi uma experiência muito boa para mim também”.