Por volta das 23h do dia 3 de junho, a psicóloga Júlia Pimenta, de 29 anos, suspeita de matar o até então namorado, Luiz Marcelo Antônio Ormond com um brigadeirão envenenado, se entregou à polícia no Rio de Janeiro. Já na delegacia, ela conversou com a família, mas não quis prestar depoimento.
Júlia estava sendo procurada pela polícia por suspeita de homícidio. O empresário e ex-namorado, Luiz Marcelo foi encontrado morto no Rio de Janeiro, em seu apartamento no dia 20 de maio. Os vizinhos sentiram um cheiro forte vindo da casa e ligaram para polícia.

Depois de dois dias após encontrarem o corpo de Luiz, a psicóloga chegou a prestar um depoimento, mas foi liberada. Mais tarde, foi feito um mandado de prisão executado pela oitiva, só que o paradeiro de Júlia já era incerto. O Disque Denuncia RJ chegou a publicar cartazes para obter informações de onde a suspeita estava.
A última vez que Luiz foi visto com vida foi no dia 17 de maio, quando as câmeras do elevador do prédio do rapaz registraram ele e a namorada deixando a piscina. Foi gravado, inclusive, um beijo entre os dois.
O empresário foi encontrado morto no sofá, e segundo o IML (Instituto Médico Legal), o homem já estava morto há 3 ou 6 dias. A causa da morte ainda não foi divulgada.
A psicóloga ainda teria ficado no local por dias. “Ela teria permanecido no apartamento da vítima com o cadáver por três ou quatro dias. Lá, teria dormido ao lado do cadáver, se alimentado, descido para a academia, se exercitado”, explicou Marcus Buss, o delegado responsável pelo caso. A polícia acredita que o crime tenha sido premeditado e com interesse financeiro.
A defesa de Júlia e a polícia fizeram negociações que levaram a psicóloga a se entregar no Bairro Santa Teresa. Logo depois, foi levada à 25ª DP (Engenho Novo), onde permanece temporariamente presa.
Na delegacia, Júlia falou com a mãe, com o padrasto e com a advogada. Como não quis prestar o depoimento, foi levada para a carceragem, localizada nos fundos da DP.
A transferência de Júlia para uma prisão do Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) vai acontecer ainda hoje. As autoridades ainda não definiram qual vai ser o paradeiro final da suspeita.
Hortência Menezes, advogada de Júlia, disse que a psicóloga “está assustada, mas vai colaborar” com as investigações. “Houve uma negociação com a advogada para que ela se entregasse. Aí, foi indicado um local para que pudéssemos prendê-la. Em princípio, ela quis ficar calada. Gostaríamos de ouvi-la novamente, porque temos pontos importantes a esclarecer sobre a investigação do caso.”, contou Marcos Buss.

No dia 29 de maio, outra pessoa foi presa, Suyany Breschak, que supostamente teria ajudado Júlia a vender bens do ex-namorado. Suyany relatou também que Júlia seria uma garota de programa e possuia dívida de R$600 mil com ela.
O advogado de Breschak diz que o único interesse da cliente era financeiro e que ela não possui nenhum envolvimento com o crima