Durante a gravidez, o corpo muda rapidamente e essas transformações aumentam o risco de infecções vaginais.
De acordo com especialistas da Parents, essas infecções são comuns, mas a boa notícia é que a maioria responde bem ao tratamento seguro e eficaz quando identificada cedo.
Por isso, é fundamental observar qualquer sinal de desconforto e buscar orientação médica sempre que necessário.
O que são infecções vaginais e por que acontecem
As alterações hormonais durante a gravidez desequilibram a flora vaginal. Consequentemente, as bactérias e fungos que normalmente convivem harmonicamente podem se multiplicar demais, provocando infecções.
Além disso, fatores como uso de roupas apertadas, higiene inadequada e alterações na dieta aumentam o risco. Portanto, manter atenção aos sintomas ajuda a identificar problemas antes que se agravem.
1. Bacterial vaginosis: a infecção bacteriana mais comum
A vaginose bacteriana surge quando o equilíbrio entre bactérias boas e ruins se rompe. Como resultado, muitas gestantes apresentam corrimento com odor forte, coceira leve e irritação.
Se você não tratar a tempo, a infecção aumenta os riscos de parto prematuro e outros problemas durante a gestação. Por isso, ao notar qualquer sinal, procure um médico imediatamente e siga as orientações corretamente.
Além disso, evitar duchas vaginais e produtos químicos agressivos ajuda a prevenir novas infecções, mantendo o equilíbrio natural da flora vaginal.
2. Candidíase: quando o fungo Candida cresce demais
A candidíase ocorre quando o fungo Candida se multiplica além do normal. Ela provoca coceira intensa, corrimento espesso e sensação de queimação.
Felizmente, os sintomas respondem rapidamente a medicamentos antifúngicos seguros. Além disso, hábitos simples, como usar roupas íntimas de algodão e trocar absorventes regularmente, reduzem a chance de reincidência.
Também é importante manter uma alimentação equilibrada e controlar o consumo de açúcar, pois o excesso favorece o crescimento do fungo.
3. Streptococcus do grupo B (GBS)
O teste de Streptococcus do grupo B (GBS), realizado entre as semanas 35 e 37, não é uma infecção vaginal comum, mas detectá-lo a tempo protege a saúde do bebê. Se o teste for positivo, o médico indica antibióticos durante o parto para evitar complicações.
4. Tricomoníase
A tricomoníase provoca corrimento, coceira e desconforto. Felizmente, antibióticos indicados pelo médico resolvem o problema rapidamente, e o parceiro também deve ser tratado para evitar reinfecção.
Sinais de infecções vaginais que exigem atenção médica
Nem todo corrimento indica infecção, mas mudanças intensas no odor, na cor ou na textura do fluxo vaginal exigem avaliação médica imediata.
Coceira, dor ao urinar, vermelhidão ou sensibilidade excessiva também sinalizam que você deve procurar um especialista. Tomar medidas rápidas ajuda a prevenir complicações e garante mais segurança para a gestante e o bebê.
Como prevenir e reduzir o risco de infecções vaginais na gravidez
Manter higiene íntima adequada é essencial. Evite duchas vaginais, use sabonetes neutros, troque absorventes com frequência e prefira roupas íntimas de algodão, que permitem ventilação. Esses hábitos equilibram a flora vaginal e reduzem infecções vaginais.
Além disso, marque consultas pré-natais regulares. Assim, o médico acompanha qualquer sinal de infecção e indica o tratamento correto.
Também é recomendável manter uma alimentação balanceada, hidratar-se bem e evitar excesso de açúcar, pois esses cuidados fortalecem o sistema imunológico e reduzem o risco de infecções vaginais.
Por fim, pratique hábitos saudáveis de higiene após relações sexuais e converse abertamente com o profissional de saúde sobre qualquer sintoma que cause desconforto.
Cuidados diários que ajudam a prevenir infecções
Evitar roupas apertadas e úmidas, trocar absorventes ou calcinhas molhadas rapidamente e higienizar a região íntima sempre após o banho contribuem para a prevenção.
Outra dica importante é usar produtos íntimos neutros, evitar perfumes ou sabonetes agressivos e manter a rotina de consultas médicas. Pequenos cuidados diários reduzem significativamente o risco de infecções vaginais durante a gravidez.