
Thammy Miranda e a esposa Andressa embarcaram em abril para os Estados Unidos para dar início ao processo de fertilização in Vitro com a ajuda da equipe do Ser Mamãe em Miami. Os dois estão juntos há 5 anos e agora, decidiram que vão aumentar a família. “Nós pesquisamos várias clínicas no Brasil, mas decidimos fazer nos Estados Unidos principalmente porque lá a tecnologia é bem mais avançada. O nível de assertividade é muito alto e isso pesou bastante na nossa escolha”, explica Andressa em entrevista à Pais&Filhos.
Andressa contou que o começo foi bem complicado por conta dos efeitos colaterais dos hormônios tomados. “O primeiro passo foi tomar os hormônios e essa fase foi bem delicada para mim. Fiquei muito sensível, principalmente na retirada dos óvulos. Eu chorava a toa, fiquei muito frágil. Era como uma TPM elevada dez vezes”, relembra.
“A primeira etapa teve início no Brasil com consulta e realização de exames preliminares com especialistas. Andressa também iniciou no Brasil o processo de estimulação dos ovários com medicamentos usados para o crescimento de múltiplos folículos”, explicou Dr. Armando Hernandez-Rey, especialista em reprodução humana e médico responsável pelo processo de Andressa.
O doador do casal será alguém que tenha as mesmas caracteristicas de Thammy e Andressa. “Eu retirei 27 óvulos e desses, treze estavam aptos. Daí, escolhemos o doador. Nessa hora dedicamos muito tempo para conseguir escolher. . Tem bastante burocracia e as vezes o que você quer não é disponível ou não tem compatibilidade genética. Tem que prestar bastante atenção”, explica.

Quando perguntada sobre o resultado da fertilização, Andressa não quis falar sobre o assunto, mas afirmou que sempre quis ser mãe. “Sempre foi um sonho, mas o Thammy sempre teve mais vontade de ser pai. Por ele a gente já teria filho muito antes, mas é o corpo da mulher que muda, né? Então decidi esperar a hora certa que me senti mais preparada”, diz.
Thammy e Andressa veem recebendo muitas critícas, mas a influencer disse que tenta não dar bola. “O preconceito existe e infelizmente, muitas vezes é zelado. Eu acho que essas pessoas que criticam são pessoas pouca evoluídas de alma. Eu fico nervosa e na hora tenho vontade de responder, mas depois passa. Eu acredito muito que gente feliz não cuida da vida alheia”, brinca. “Se eu pudesse dar um recado para eles, eu diria que precisam se desenvorver, de ir atrás de conteúdo. Procurar alguma coisa que as façam felizes e que ocupem o tempo delas com algo produtivo. Acho que a melhor coisa que a gente possa fazer é se informar, em vez de criticar”, finaliza.
Inseminação artificial x Fertilização in vitro: qual a diferença?
Ambas técnicas são de reprodução assistida, conversamos com a Dra. Melissa Cavagnoli, especialista em reprodução assistida da Huntington Medicina Reprodutiva, mãe de Maria Luisa, para entender as diferenças entre os procedimentos. Basicamente, o que difere a fertilização da inseminação é a maneira como os óvulos são fecundados.
A inseminação artificial consiste em encurtar o caminho percorrido pelos espermatozoides. Ou seja, o sêmen do parceiro ou de um banco de espermatozoides é coletado e introduzido diretamente no útero da mulher para então fecundar o óvulo e gerar o feto. “É um método de baixa complexidade, como se a gente desse uma ajudinha para a natureza”, explica Melissa. Com o campo livre, a corrida até o óvulo ocorre sem problemas. Para potencializar as chances de sucesso, a paciente toma uma medicação à base de hormônios, como o HCG, que estimula a ovulação. Enquanto isso, o sêmen é colhido em laboratório e os espermatozoides com maior mobilidade, que têm mais potencial, são separados e injetados no útero.
Segundo a especialista, com a inseminação artificial, as chances do mulher engravidar são de 25%, se ela tiver menos de 35 anos. “Esse método é indicado para quando o homem tem um bom espermograma ou quase normal e a mulher tenha as trompas permeáveis, ou seja, sem obstruções”, aponta Melissa.
Conhecida também como FIV ou “bebê de proveta”, a fertilização in vitro é um procedimento mais complexo. Nela, a origem da vida acontece fora do corpo da futura mãe. O processo consiste em cinco etapas. Primeiro, a mulher é medicada para estimular o crescimento de mais de um óvulo por ciclo menstrual, com injeções diárias à base dos hormônios usados no procedimento da inseminação.
Depois, esses óvulos são aspirados por uma agulha e colocados em uma substância cheia de nutrientes para mantê-los vivos no laboratório. Os espermatozoides são adicionados aos gametas femininos para que um deles consiga fecundar o óvulo. Com a fertilização, o embrião é mantido em uma estufa, onde começa a divisão celular. Se o processo for bem sucedido, após cinco dias o embrião é colocado no útero da mulher. Segundo Melissa, se dois embriões forem transferidos para o útero mulher, a chance de sucesso é de 55%.
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