Imagina o desespero: durante um voo entre Havana e Bogotá, uma passageira angolana deu à luz! O piloto foi obrigado a desviar do destino e pousar em Cartagena, na Colômbia. De acordo com um comunicado da companhia aérea, o parto foi auxiliado por um dos passageiros.
Por causa do nascimento prematuro, o bebê está internado. O Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF) está trabalhando com a companhia aérea e outras autoridades para garantir o direito a mãe e bebê.

Para que você, grávida, não passe por uma situação complicada como essa, entenda porque não é recomendado viajar de avião no último trimestre da gestação:
Não existe nenhuma contraindicação que impeça a gestante de viajar de avião. Muitas pessoas dizem que é perigoso para o bebê, principalmente durante o primeiro trimestre por risco de aborto. Só que isto é MITO. Se você consultou o seu médico e não possui uma gravidez de risco, tá tudo bem. Pode viajar tranquila.
Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti, pai de Gabriela e Guilherme, é recomendado evitar viagens longas de avião após o 7º mês da gravidez. Ao contrário do que muitos pensam, não é por causa de perigos para o bebê – ele está bem protegido dentro da sua barriga – mas sim pelo risco de você entrar em trabalho de parto nas alturas. Já pensou o desespero?
Mas cuidado nunca é demais. Assim como você já cuida dos inchaços com os pés no chão, na aeronave é a mesma coisa. Só que tem um porém: dependendo da viagem você ficará muito tempo sentada, então, bora esticar essas pernas! Caminhe pelo avião. Isso mesmo! Por menor que seja o espaço, dar uma voltinha pelo corredor pode te ajudar a evitar o inchaço nas pernas.
Outra ajuda muito útil, é usar meias elásticas de compressão. Esse tempo com as pernas paradas favorece a ocorrência de trombose. “Grávidas têm 20 vezes mais chances de desenvolver trombose nestes casos”, explica Élvio.
Vai acompanhada? Ótimo! Na medida do possível, coloque as pernas para cima e pode abusar do seu acompanhante: peça massagem nas pernas e pés.
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