Mas que aqui falamos porque a infância importa, e muito!
2025 foi um ano em que o tema adultização ganhou muitos holofotes. Viralizou, mas logo outros temas ganharam a nossa atenção.
Por aqui alertamos sobre adultização há tempos. “Deixem as crianças serem crianças” é um chamado constante para preservarmos a riqueza da infância. Um momento curto, porém decisivo na vida de um ser humano.
E em 2026 essa necessidade segue com força total, com um reforço: ofereça para a criança o que ela realmente precisa.
Você pode ler essa frase e pensar: mas eu dou de tudo para as minhas crianças, elas têm tudo de melhor. Será?
Calma! Aqui não estou duvidando da boa intenção e do esforço genuíno de pais e mães que colocam toda a sua energia para oferecer muito conforto, muitos acessos e muitas experiências para a criançada.
E aqui mora um risco. Na correria para entregar tudo, acabamos por não entregar o essencial: limites. Tanto os deles em relação ao mundo quanto os dos adultos em relação a eles.
Adultizar é o processo em que se espera que uma criança, cujo cérebro e corpo ainda estão em desenvolvimento, consiga “suportar” uma carga excessiva de estímulos, decisões e responsabilidades de um adulto já desenvolvido.
Nas experiências online, uma criança pode ser adultizada quando exposta a conteúdos inapropriados para a idade dela, quando decide sozinha o tempo de exposição aos estímulos online ou quando ela é levada a produzir entretenimento como se fosse uma adulta. Sem limites!

Para 2026 o desafio é identificar os limites que permitimos serem ultrapassados e corrigir as linhas de partida e de chegada. Mas em quais situações?
Criança precisa ser preservada dos assuntos dos adultos. Os contextos sexualizados, decisões sobre trabalho e dinheiro, brigas políticas, tragédias, discussões acaloradas ou tecnologias ainda em testes, cujos efeitos sobre as crianças ainda não sejam conhecidos, ficam reservados um outro momento.
A criança deve ser respeitada na sua condição de pessoa em desenvolvimento, tendo sempre em consideração o seu melhor interesse quando algum direito estiver em jogo. Imagem dela? Somente no seu melhor interesse. Dados pessoais dela? Somente no seu melhor interesse. Acesso a jogos? Somente os comprovadamente saudáveis para ela, no seu melhor interesse.
Por que precisamos refletir sobre adultização de modo mais profundo? Porque é urgente prepararmos uma geração realmente amadurecida e desenvolvida. E fruto arrancado do pé antes da hora perde a vida e a beleza também antes da hora.
Queremos que nossas crianças, no tempo certo, se tornem adultos plenos, capazes, potentes e mais humanos. Pra isso acontecer vale o princípio básico: respeitem os limites das crianças enquanto elas podem viver toda a beleza da infância.











