Por Ana Beatriz Ortega 30/10/26

Uma cirurgia robótica para o tratamento do câncer de mama foi realizada pela primeira vez no Distrito Federal com a plataforma Da Vinci Xi. O procedimento aconteceu no dia 8 de outubro, no Hospital DF Star, em Brasília, e reuniu duas etapas importantes do tratamento: a retirada da mama e a reconstrução imediata com prótese.

A operação foi conduzida pela mastologista Karimi Amaral. Segundo a equipe médica, a paciente apresentou boa recuperação, não relatava dor e recebeu alta hospitalar cerca de 24 horas após o procedimento.

Além da recuperação, outro resultado destacado pelos profissionais foi o tamanho reduzido da cicatriz, uma das possibilidades oferecidas pela técnica utilizada.

Como funciona a cirurgia robótica para câncer de mama?

Apesar do nome, a cirurgia robótica não significa que um robô realiza o procedimento sozinho. Todos os movimentos são controlados pela cirurgiã, que utiliza um console para comandar os instrumentos.

A plataforma Da Vinci Xi oferece uma visão tridimensional ampliada da região operada e conta com braços articulados que reproduzem os movimentos das mãos da profissional.

Esses recursos permitem que a equipe realize movimentos precisos e alcance áreas delicadas durante a operação. No caso realizado em Brasília, os médicos fizeram uma mastectomia, procedimento de retirada da mama, seguida da colocação de uma prótese para reconstrução.

As duas etapas aconteceram na mesma cirurgia, sem a necessidade de uma segunda operação para realizar a reconstrução naquele momento.

Técnica pode proporcionar uma recuperação mais confortável

De acordo com a mastologista Karimi Amaral, um dos principais benefícios potenciais da cirurgia robótica é a possibilidade de realizar incisões menores, reduzindo a agressão aos tecidos.

“Quando falamos em cirurgia robótica, estamos falando de uma abordagem minimamente invasiva, que pode proporcionar benefícios importantes para a paciente”, explicou.

A médica também destacou que a técnica pode contribuir para cicatrizes mais discretas, além de reduzir hematomas e inchaços em determinados casos.

No procedimento realizado no Hospital DF Star, a paciente recebeu alta aproximadamente um dia depois da cirurgia, mas isso não significa que o mesmo tempo de recuperação seja esperado para todas as pessoas.

A equipe não divulgou a idade da mulher, o estágio do câncer ou quanto tempo durou a operação.

Câncer de mama: quais são os principais fatores de risco?

O câncer de mama é uma das doenças que mais exigem atenção à saúde feminina, especialmente com o avanço da idade. Segundo o Ministério da Saúde, a idade é o principal fator de risco para o câncer de mama em mulheres, com aumento da incidência a partir dos 40 anos.

Outros fatores associados à doença incluem obesidade, histórico familiar, alta densidade mamária, primeira menstruação precoce, menopausa tardia e uso de terapia de reposição hormonal.

A identificação dos fatores de risco e a detecção precoce são importantes para orientar o acompanhamento médico e favorecer os resultados do tratamento.

Tratamento também envolve autoestima e bem-estar emocional

Para Karimi Amaral, a tecnologia deve fazer parte de um cuidado individualizado, que considere não apenas a retirada do tumor, mas também a recuperação física e os aspectos emocionais envolvidos no diagnóstico.

A possibilidade de reconstruir a mama durante a mesma operação pode ser uma alternativa para determinadas pacientes, dependendo das características do câncer e da avaliação da equipe médica.

A escolha do procedimento, porém, precisa considerar as necessidades e as condições de saúde de cada mulher.

O caso realizado em Brasília representa um avanço na utilização da cirurgia robótica para o tratamento do câncer de mama no Distrito Federal, ampliando as possibilidades técnicas disponíveis para as pacientes selecionadas.

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