Depois de três anos de ter abus4ado sua enteada, o empresário Gian Carlo Cuvrad Bortolotti foi condenado em segunda instância a dois anos de reclusão por importunação s3xual. O crim3, ainda hoje negado por ele, aconteceu em um quarto de hotel, em São Paulo, onde o padrasto e enteada estavam a trabalho.
Em uma entrevista dada em 2021, pela vítima, a adolescente contou que após o acontecimento, sentiu muito medo de sua mãe, que era casada com Gian. Porém, ela recebeu apoio, e a produtora de eventos Marina Stoll, nunca duvidou do acontecido. No dia seguinte, a produtora levou a filha à delegacia e iniciou um processo contra o ex-marido e também pai de seus dois filhos menores, então com 10 e 12 anos.

Ainda com o ex-marido preso e acus4do, Marina é obrigada pela vara da família, deixar seus filhos visitarem o pai, a cada 15 dias e se não concordar, ela corre o risco de ser acusada de ali3nação parental. “E esse é um perigo real, que assombra algumas centenas de mães pelo Brasil, e que acaba gerando uma deturpação pior ainda: a própria Justiça estimula o silenciamento que protege criminosos s3xuais”, diz ela.
Para o seu advogado, Silvano Silva de Lima, a reação da mãe diante o acontecido foi importantíssimo para a condenação do empresário: “Houve um acolhimento familiar desde sempre e uma luta incansável para, de todos os meios, esse crime não ficar impune”.
Embora tenham se passado três anos e meio até a condenação, Lima afirma que o processo foi rápido, com o Ministério Público, a juíza e os desembargadores vigilantes aos detalhes e à checagem dos fatos.
O testemunho da menina foi respaldado por pessoas que a viram ou conversaram com ela logo após o ocorrido, e as evidências foram consideradas fortes. Durante o julgamento, Gian Carlo Bortolotti refutou a acusação e alegou ter sido mal interpretado. Ele apelou da decisão. O advogado de defesa, Fabio Mariz de Oliveira, foi contatado, mas não se pronunciou.