Uma mãe da Carolina do Sul, Estados Unidos, causou polêmica nas redes sociais depois de ameaçar socar as mulheres e os respectivos filhos caso elas fossem vistas amamentando em público. Carly Clark publicou o post de ódio no Facebook e gerou indignação entre mulheres ao redor do mundo.
De acordo com o fatherly.com, a mensagem dizia: “Eu não lamento. A próxima mulher que tentar amamentar na frente dos meus filhos vai ganhar olho roxo, e tire o bebê do caminho porque eu vou socar ele também. #zeropreocupações”. Após a publicação ter ganhado visibilidade, Carly foi demitida da loja de animais Petsense, em que trabalhava. O estabelecimento foi ao Facebook para esclarecer o incidente, e adicionou um pedido público de desculpas. A postagem recebeu mais de 1,2 mil curtidas e mais de mil comentários. Os clientes do local expressaram repúdio ao ocorrido e agradeceram a empresa por lidar com a situação.
O site Fatherly.com também contou que, quando confrontada, Clark se recusou a pedir desculpas, afirmando que o comentário foi dirigido apenas a uma pessoa. Ela continuou dizendo: “Faça o que quiser, mas acho muito imaturo que você, como mãe, saia do seu caminho para chegar em um lugar que você sabe tem outras pessoas no lugar e simplesmente amamentar ali.” Ela continuou: “Eu não me importo que amamente quando meus filhos não estão por perto. Puxar o peito para fora na frente dos meus filhos de propósito apenas para provar um ponto é simplesmente desagradável ”.
Apesar da publicação ser um passo para trás quando o assunto é tentar tornar a amamentação em público natural, a enxurrada de pessoas reprovando o comportamento de Clark prova que essa é uma luta que ainda tem muito o que conquistar.
Projeto de lei que pune constrangimento a amamentação em público é aprovado pelo Senado brasileiro
O Senado aprovou um projeto de lei que assegura o direito das mulheres amamentarem seus bebês em locais abertos ao público ou de uso coletivo. Cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo já aprovaram essas regras, assim como os estados de Mato Grosso e Santa Catarina.
O projeto de lei pune atitudes como segregação, discriminação e constrangimento da mãe e do filho e também estabelece que, mesmo com um espaço reservado para amamentação, as mães são responsáveis por decidir se querem ou não fazer uso do local.