Por Laura Krell 04/11/25

Um estudo recente acendeu um alerta em relação aos potenciais impactos da covid-19 nas próximas gerações.

Isso porque pesquisadores do sistema de saúde Mass General Brigham, em Boston (EUA), analisaram milhares de nascimentos entre 2020 e 2021.

Assim, eles concluíram que os filhos de mulheres que pegaram a doença enquanto estavam grávidas podem ter risco maior de desenvolver autismo.

Os cientistas reforçam que essa relação não é definitiva, apenas mostra que a infecção pelo vírus nessa fase pode exigir uma atenção especial.

A seguir, você confere mais informações sobre esse tema, de acordo com uma matéria publicada no site Gizmodo.

A relação entre os dois fatores

A pesquisa acompanhou mais de 18 mil mulheres grávidas entre março de 2020 e maio de 2021. Cerca de 860 delas testaram positivo para covid-19 nesse período.

Os resultados mostraram que essas mães tinham uma chance até 29% maior de ter filhos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou com atrasos de fala até os 3 anos.

Esse aumento foi considerado moderado, mas os pesquisadores ressaltam que o achado aumenta a importância da prevenção e do acompanhamento médico.

Também é interessante notar que o risco foi mais evidente em casos de infecção no terceiro trimestre e em meninos.

O que já se sabia?

Até mesmo antes da pandemia, alguns estudos já demonstravam que infecções e febres altas durante a gravidez podem afetar o desenvolvimento do feto.

“O que descobrimos com a covid-19 é que o padrão parece semelhante ao observado em outras doenças infecciosas na gravidez”, explica Andrea Edlow, coautora da pesquisa e especialista em medicina materno-fetal.

Cuidado na interpretação

É importante lembrar que esse é um estudo observacional. Ou seja, ele mostra uma relação, mas ainda não prova que a covid-19 causa autismo.

Afinal, outros fatores também podem estar envolvidos, como genética, ambiente familiar e até complicações obstétricas.

Ainda assim, os pesquisadores defendem que as crianças expostas ao vírus durante a gestação devem passar por acompanhamento médico.

A importância da vacinação

Os resultados do estudo mostram que há necessidade de manter a vacinação contra covid-19 em dia, especialmente se você está grávida.

Isso porque a imunização pode reduzir o risco de complicações respiratórias graves, além de proteger o desenvolvimento neurológico do bebê, mesmo que indiretamente.

De acordo com Edlow, “tentar evitar a infecção durante a gestação continua sendo a medida mais segura”.

Informação e cuidado

O estudo também levanta questões acerca da desinformação sobre vacinas.

Mesmo que a pandemia já tenha acabado, o vírus da covid-19 continua circulando, e seus efeitos a longo prazo ainda estão sendo analisados.

Então, não deixe de seguir orientações baseadas em evidências e priorizar o acompanhamento médico do pré-natal.

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