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“A gente quer que o filho seja uma reedição melhor nossa”, comenta Vera Iaconelli

Independente da orientação sexual dos pais, as crianças farão suas próprias escolhas quando crescerem

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

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(Foto: Gustavo Morita)

A psicóloga, Vera Iaconelli, veio ao nosso 4° Seminário Internacional Pais&Filhos para falar sobre jeitos e gêneros. “Você quer que o seu filho seja uma reedição melhor sua, mas no final ele acaba tendo defeitos parecidos com o seu”, comenta a especialista.

Segundo Vera, a gente não tem o mínimo controle sobre as vontades das crianças. Eles vão escolher o que querem ser quando crescer. A infância é um momento de brincar e se divertir, por isso não importa se seu filho quer brincar de boneca e a sua filha de carrinho, porque isso não vai influenciar na opção sexual futura deles.

“As crianças vão se identificando, independente da nossa própria vontade. Você fica com medo, mas é o filho que vai decidir”, explica Vera. De acordo com a psicóloga, o importante é ensinar para a menina que ela não é inferior ao homem e ao menino que ele pode, sim, ser afetuoso. Assim, eles se tornarão adultos mais confiantes e melhores quando forem constituir uma família. “A gente assombra o homem dizendo que ele não pode ser afetado”.

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Para fechar a palestra, Vera quis ressaltar que o maior problema da criança que tem pais gays é o preconceito que ela sofre dos outros por isso e não o futuro dela. “O preconceito que prejudica as crianças e não os pais serem gays”, completa.

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