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“Dentro do útero, o bebê está abraçado. Ele precisa encontrar este mesmo acolhimento quando sai”, afirma Anna Maria Chiesa

A doutora nos lembrou que o abraço ajuda até na recuperação da criança prematura

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

 

Anna Maria

(Foto: Gustavo Morita)

A Doutora Anna Maria Chiesa, professora de enfermagem da Universidade Paulista, veio conversar com a gente sobre a importância do abraço e começou falando que a grande mudança na forma de parentar se deu quando os pais começaram a planejar a gravidez. “Quando o bebê é esperado, os pais criam uma certa expectativa e assim formulam a ‘maneira certa’ de educar aquela criança”, explica Anna.

Segundo a especialista, isso faz com que os pais busquem informação no outro. Querem saber o que as pessoas acham que é certo fazer e na verdade a resposta está no seu filho. “Achei interessante o que a Laura Gutman falou mais cedo em sua palesta. A mãe precisa mergulhar nesta piscina emocional com o filho para entendê-lo”, comentou. Por quê? Porque cada um tem o seu jeito.

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Cada família é de um jeito, não somos todos iguais, por isso não existe fórmula. Você vai aprender a cuidar da maneira que o seu grupo familiar necessita, para fazer esse conjunto funcionar. Mas uma coisa é certa, o bebê precisa que você esteja perto para conhecê-lo melhor.

Anna Maria

(Foto: Gustavo Morita)

Mergulhar nesta dimensão afetiva é a chave para encontrar seu filho e saber como ele “funciona”. Por isso a necessidade do abraço! “Dentro do útero, o bebê está abraçado. É importante dar este mesmo acolhimento quando ele sai”, afirma Anna.

De acordo com a doutora, quando a mortalidade infantil era muito elevada, a regra era não colocar a mão no bebê, que era muito frágil. O padrão mudou a partir do momento em que perceberam a importância do afeto para o desenvolvimento cognitivo da criança. “Principalmente os prematuros, antes eles ficavam enrolados no berço, no escuro e sem barulho, mas os neurônios continuavam lá e se não tem um ambiente estimulador, não há sinapse”, explica Anna. Qual a solução? Vamos pegar este bebê no colo!

Anna mostrou para a gente durante a entrevista a nova fralda da Huggies, feita para o bebê prematuro. O mais legal é que elas não serão comercializadas e, sim, doadas às famílias que precisam. A fralda é feita para bebês com menos de 1kg e funciona assim: a partir de janeiro você pode entrar em contato com a empresa pelo SAC 08007095599 ou pelo site www.kimberly-clark.com.br e solicitar a doação. É importante ressaltar que as fraldas não serão comercializadas. Incrível, né?

 

(Foto: Gustavo Morita)

(Foto: Gustavo Morita)

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