Uma mulher de 77 anos e o seu marido de 79 foram presos por uma acusação de estupro de vulnerável que aconteceia contra os seus próprios netos, na cidade de Belo Horizonte (MG). Segundo fontes, a avó observava o avô praticando os atos com as três crianças durante 5 anos. A mulher foi condenada a 40 anos de prisão por participar de forma passiva da violência sexual contra os netos.

A violência sexual costumava acontecer dentro da própria casa das vítimas ou na casa dos avós, em depoimento, uma das crianças contou que quando os abusos aconteciam dentro da casa delas, o avô esperava o momento em que o pai precisava sair para fazer alguma coisa para cometer o crime.
Os crimes começaram a acontecer em 2011, quando duas das vítimas, um menino e uma menina, tinham apenas 4 anos, e a terceira criança tinha 6 anos. De acordo com as investigações, o avô ameaçava o menino mais novo para que não contasse sobre o que ele fazia com o neto. Como a avó estava presente durante as cenas de abuso, as crianças entendiam como se aquilo fosse algo normal.

Uma das meninas narrou um abuso do avô com ela, “Ele chegou e eu tava de vestido, e ele lambeu minhas partes íntimas. Aí, ele falou para eu não contar para ninguém porque aquilo era um carinho de avô”, contou a vítima para polícia.
No processo, ainda consta um depoimento do pai onde ele diz que uma das filhas teve graves danos psicológicos. Ele contou que encontrou um diário da menina em que ela falava em tirar a própria vida.

Apesar do casal de avós terem sido condenados pelos crimes, foi concedido ao avô prisão domiciliar por conta da Covid-19 e em março deste ano lhe foi concedida a prorrogação do benefício por conta do seu estado de saúde.
Os pais das vítimas revelaram temor pelo bem estar físico e mental dos filhos, já que o abusador das crianças está em prisão domiciliar. Eles contam que um familiar viu o avô em um posto de saúde que fica próximo da escola das crianças, o que desrespeita o limite de proximidade das vítimas.