
Os cientistas, que acompanham de perto o crescimento do novo coronavírus, ficaram em alerta após o estado de São Paulo aumentar a cada dia o número de mortes pela doença. Por um período, chegou-se até a entrar em um processo de achatamento da curva, mas nos últimos 15 dias, ocorreu uma aceleração dos casos.
De acordo com informações do G1, os estudiosos explicaram que pode ser que não se alcance o pico de contaminação e entre no chamado “platô”, que é quando ocorre um pico contínuo e demora a cair. Com isso, o número de casos pode se manter alto por um longo período, preocupando sobre o colapso no sistema de saúde.

Ester Sabino, professora na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica ao G1 que: “O que pode ocorrer é não termos um pico de mortes, mas um platô, uma curva que fica um tempão lá no alto, com muitas novas mortes por dia. A gente queria que esse platô de casos ficasse sempre abaixo da capacidade das UTIs, mas não é essa a tendência que está se desenhando em São Paulo“.
A partir dos dados do governo estadual, foi possível notar que em São Paulo o coronavírus está aumentando cerca de quatro vezes mais rápido no interior e no litoral. No último domingo, 17 de maio, chegou-se à 4.782 óbitos no estado, sendo que no domingo anterior haviam 3.709. Com o número de mortes, se São Paulo fosse um país, seria o 13º no mundo em óbitos. O estado já ultrapassou a China.
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