Uma pesquisa, feita pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), apontou que aproximadamente uma em cada 14 mulheres grávidas – ou 7,2% – que deram à luz em 2016 nos EUA fumaram cigarros durante a gravidez, mesmo com os médicos os orientando a parar. Dá para acreditar?
Patrick Drake, um dos autores do relatório divulgado, explicou que os níveis variam de acordo com o estado, idade, raça e educação, mas confirma que qualquer quantidade de tabagismo durante a gravidez é inaceitável. O CDC reforça que fumar durante a gravidez pode colocar o bebê em risco, parto prematuro, baixo peso ao nascer, morte fetal ou síndrome de morte súbita infantil são algumas das possíveis consequências.
O ginecologista Alberto Guimarães, pai de João Victor e Beatriz, afirma que “o tabagismo é contra-indicado por restringir o crescimento da crianças, já que a placenta fica insuficiente, além de que o bebê já nasce com uma certa ‘necessidade’ da nicotina”.
Os especialistas defendem a conscientização por meio de campanhas de educação agressivas, porque ainda existe um problema sério para as mães entenderem que o tabagismo pode ser grave para a saúde do bebê. Algumas mulheres, mesmo que saibam que precisam abandonar o vício, podem ter dificuldade de mudar o hábito durante esse período. Alberto ainda alerta que as mães fumantes devem ter ser firmes em relação a pausa durante a gestação, mas sem gerar culpa. Afinal, a nossa cobrança já é enorme.
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