Patrícia Broggi é mãe do Luca e do Tiago, jornalista e aprendeu economia no dia a dia. É dessa experiência que ela tira inspiração para a sua coluna “Falando de grana”. Dessa vez, ela veio falar sobre uma dúvida que muitas gestantes têm: fazer o enxoval do bebê em Nova York.
Ótima notícia: vou virar “vódrinha”! Sim, minha afilhada, a Mariana, está à espera de Olívia. No ano passado, ela veio me visitar em Nova York para fazer o enxoval e chegou com uma lista quilométrica – além das muitas, mas muitas dicas que tinha pego de blogueiras que eu, mãe velha, não tinha ideia. Antes de mais nada, explico que a Má sempre foi muito pé no chão, quer que sua filha fique bonita, mas não sonha exagerar, em comprar o mundo.
Ela tinha um orçamento e conseguiu se ater a ele. Acho que essa foi a primeira lição: parar e pensar se realmente vale à pena comprar tudo aquilo que nos dizem. Durante esse tempo, aprendi dicas de como economizar em uma viagem desse tipo e achei bem bom passar adiante por aqui.
1. Ela optou por não contratar uma baby planner – brasileiras que ajudam grávidas a fazer o enxoval em cidades dos EUA. Elas realmente adiantam o trabalho, mas a taxa que cobram é quase equivalente aos descontos que conseguem nas compras. Acho que vale à pena para quem não se vira com o inglês, tem pouco tempo ou não conhece a cidade. Fora isso, a troca de experiências e a pesquisa já dão conta. Assim, você não gasta com o serviço (boa!).
2. Pesquisar os preços na internet é o básico-número-um. Não esqueça de levar em conta o custo do frete – pode encarecer muito – e o valor do imposto. Faça isso com antecedência, porque, às vezes, o pedido só chega quando você voltou para o Brasil.
3. Em alguns sites logo que você faz a primeira compra, recebe um cupom de desconto para a próxima. A dica é dividir os produtos em mais de um pedido e ir usando os cupons. Lojas físicas também têm esse tipo de promoção, vale ficar de olho.
4. Lembre-se que alguns bebês não se adaptam ao bico da chupeta ou da mamadeira. Então, não compre muitas unidades do mesmo modelo, para não sofrer com a possibilidade de troca depois.
5. Para fazer a viagem, a Mariana economizou nos primeiros meses da gravidez, comprou dólares (para não pagar tanta taxa do cartão de crédito) e se preparou economicamente. Lembre-se: compras no exterior não têm como parcelar, você desembolsa o valor completo em um mês.
6. Não tenha a expectativa de encontrar todos os produtos por lá. Algumas coisas você só encontra no Brasil e outras não são exatamente o que você queria.
7. Ah! Uma coisa que me lembro de quando tive filhos: é gostoso fazer enxoval, mas também é muito bom comprar coisas com a “cara” do bebê depois que nasce. Até hoje lembro de um chocalho que comprei para o Luca. Então, não precisa trazer tudo da lista, deixe um pouquinho para depois – as finanças também agradecem.
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