Na manhã da última quarta-feira (25) Emily Vitória, uma bebê de 3 meses que tinha pneumonia, foi a óbito depois de 15 dias em um leito com mofo nas paredes, no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, no Rio de Janeiro. A menina foi internada com problemas respiratórios, piorou com a internação e dependia da transferência, que demorou e até virou caso de justiça.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por meio de nota, exige dos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) a urgência em tomar providências para acabar com a precariedade das instalações hospitalares da rede pública. A morte da menina também foi citada no documento: “é um lamentável exemplo da crise a qual a população, em especial os mais pobres vulneráveis, está exposta”.
Confira trecho do comunicado:
“Esse caso demonstra o quanto o Brasil precisa urgentemente de mais investimentos e de melhor gestão nos serviços do SUS para que tragédias evitáveis, como essa, não voltem a se repetir. Vidas estão sendo perdidas em consequência de medidas equivocadas dos diferentes níveis de Governo, que têm pecado pela omissão.
Assim, a SBP – bem como todos os pediatras e médicos brasileiros – manifestam seu repúdio a essa situação, inclusive às péssimas condições do Hospital Salgado Filho, e reiteram a necessidade de tomadas de medidas por parte do Ministério da Saúde, do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal, cada instância assumindo seu papel e sua responsabilidade, para solucionar a crise instalada.
Solidária aos pais e familiares dessa criança nesse momento, a SBP assegura aos profissionais e à população que continuará a atuar de modo firme em defesa dos interesses da Infância e da Adolescência no País”.
Entenda o caso
Os pais de Emily conseguiram uma liminar que determinou sua transferência do leito com mofo. Na terça-feira (24), a menina foi para o Hospital Jesus, mas foi tarde demais e ela acabou falecendo.”Se tivesse conseguido isso mais rápido, acho que não tinha acontecido isso, né? (…) A situação daquele quarto no Salgado Filho, com aquele mofo também…”, José Carlos disse em entrevista ao G1.
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