Por Ana Beatriz Ortega 08/09/26

Penny Dunn, uma menina britânica de 3 anos, morreu após ser diagnosticada com cardiomiopatia dilatada, uma condição que afeta o funcionamento do coração. Antes da descoberta, a criança apresentou sintomas que foram inicialmente associados a uma virose.

No fim de 2025, Penny, considerada saudável pela família, começou a apresentar sintomas gripais. Com o passar do tempo, o sintoma não melhorou e a menina também passou a sentir falta de ar, o que levou a família a procurar atendimento médico.

Na ocasião, o quadro foi diagnosticado como uma virose e uma bombinha de asma foi prescrita. No entanto, a saúde da criança continuou piorando nos meses seguintes.

Penny passou por diferentes consultas médicas até sofrer uma convulsão e ser levada novamente ao hospital. Foi então que os médicos identificaram a cardiomiopatia dilatada.

Diagnóstico após piora do quadro

Na cardiomiopatia dilatada, o coração aumenta de tamanho e tem sua capacidade de bombear sangue prejudicada. No caso de Penny, quando a condição foi identificada, o quadro já estava avançado.

O menino de 6 anos acalmou o irmão com técnica de respiração
A menina passou por uma cirurgia, mas a falta de oxigenação já afetava o cérebro e outros órgãos. (Foto: Getty Images)

Semanas depois do procedimento, Penny entrou em coma. Segundo o relato da família, foram realizados exames para avaliar seu estado de saúde e os médicos concluíram que não havia perspectiva de melhora.

Em 6 de julho, diante do prognóstico apresentado pela equipe médica, os pais decidiram pela retirada do suporte de vida.

“Ela estava em um ponto em que não teria qualidade de vida se sobrevivesse. Ela teria de permanecer intubada, ligada a um aparelho, para sempre”, contou a mãe, Courtney Sherwood, em entrevista ao Daily Mail.

Família não culpa os médicos

Apesar de a condição ter sido inicialmente confundida com uma virose, Courtney afirmou não culpar os profissionais que atenderam a filha. Para ela, os médicos fizeram tudo o que podiam diante do quadro apresentado por Penny.

A cardiomiopatia dilatada pode estar relacionada a diferentes fatores. De acordo com o relato publicado pelo Metrópoles, condições genéticas e infecções virais estão entre as possíveis causas.

No caso de Penny, a tosse persistente foi um dos primeiros sinais percebidos pela família. A falta de ar apareceu posteriormente, antes de a menina apresentar uma convulsão e receber o diagnóstico da doença cardíaca.

A história da criança reforça a importância de buscar uma nova avaliação médica quando os sintomas persistem, pioram ou são acompanhados por novos sinais. No entanto, sintomas como tosse e falta de ar podem estar relacionados a diferentes condições e, isoladamente, não indicam necessariamente a presença de uma doença cardíaca.

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