Por Ana Beatriz Ortega 29/10/26

O estado de São Paulo registrou quatro casos de hantavirose em 2026, sendo uma morte confirmada. A doença, considerada rara, é provocada pelo hantavírus, que pode ser transmitido aos seres humanos por meio do contato com a urina e fezes de roedores silvestres infectados.

Apesar do número relativamente baixo de registros, a hantavirose preocupa as autoridades de saúde pela possibilidade de evolução rápida para quadros graves.

Segundo dados divulgados pelo governo paulista, entre 2007 e 2026, o estado contabilizou 199 casos da doença, dos quais 101 terminaram em morte. Isso representa uma taxa de letalidade de aproximadamente 51% entre os casos confirmados no período.

No Brasil, foram registrados 1.613 casos e 631 mortes no mesmo intervalo, com letalidade de 39,1%.

O que é a hantavirose e como acontece a transmissão?

A hantavirose é uma infecção causada por vírus encontrados em determinadas espécies de roedores silvestres.

A transmissão pode ocorrer quando uma pessoa respira partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em locais onde há presença de roedores.

No Brasil, a doença se manifesta principalmente na forma de síndrome cardiopulmonar por hantavírus, condição que pode comprometer o funcionamento dos pulmões e do coração. (Foto: Getty Images)

Uma informação importante é que, nos casos humanos registrados no país, não há evidências de transmissão de pessoa para pessoa.

Por isso, a principal preocupação está relacionada à exposição aos roedores infectados e aos ambientes contaminados.

Quais são os sintomas da hantavirose?

Os sinais iniciais podem ser confundidos com os de outras infecções, o que torna importante prestar atenção ao histórico de exposição a ambientes com roedores.

Entre os sintomas que podem aparecer estão:

  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Cansaço intenso;
  • Mal-estar;
  • Dificuldade para respirar.

Nos casos mais graves, a doença pode provocar insuficiência respiratória e comprometimento cardíaco, exigindo atendimento médico imediato.

Existem também outras manifestações da infecção, mais frequentes em regiões da Europa e da Ásia, que podem afetar os rins e provocar sangramentos.

Em caso de sintomas após possível contato com roedores silvestres ou ambientes contaminados, é importante procurar atendimento médico e informar sobre a exposição.

Como proteger a família da hantavirose?

A prevenção começa com medidas para evitar a presença de roedores e o contato com materiais que possam estar contaminados.

Alguns cuidados importantes incluem:

  • Manter os ambientes limpos e organizados;
  • Guardar alimentos em recipientes bem fechados;
  • Vedar frestas e aberturas que possam permitir a entrada de roedores;
  • Evitar contato direto com roedores silvestres e suas secreções;
  • Não varrer a seco locais com suspeita de fezes ou urina de roedores, para evitar levantar partículas contaminadas.

Essas medidas são especialmente importantes em locais com maior possibilidade de presença de roedores silvestres.

Casos suspeitos precisam ser notificados

De acordo com as autoridades de saúde, a suspeita de hantavirose deve ser comunicada imediatamente aos serviços de vigilância epidemiológica.

A notificação permite que as equipes investiguem a possível origem da infecção, acompanhem os casos e adotem medidas para reduzir novas exposições.

Embora a doença seja rara, reconhecer os sinais e buscar atendimento rapidamente pode fazer diferença diante do risco de complicações graves.

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