Nos últimos anos, as vacinas geraram muitos debates e polêmicas. Mesmo depois de décadas de pesquisas que mostram a efetividade dos imunizantes na proteção de milhões de vidas, ainda é comum ver pessoas com medo e desconfiança.
De acordo com o pneumologista pediátrico Dr. Claudio D’Elia, o movimento antivacina já existe há décadas, mas ganhou força a partir da pandemia de covid-19.
A seguir, você confere informações importantes sobre esse tema, segundo matéria publicada na Pais&Filhos.
O papel da pandemia
Para o médico, a pandemia foi determinante para fazer a desconfiança em relação às vacinas crescer.
“Houve elaboração de uma vacina em tempo recorde. Não era muito comum a vacina ser elaborada e colocada para uso, mas aquilo foi num contexto de emergência a nível mundial, e as pessoas começaram a ficar um pouco desconfiadas”, relembra.
No entanto, é válido lembrar que, embora a produção do imunizante tenha sido muito rápida, isso também se deu pelo investimento multibilionário no processo.
Segundo informações da CNN Brasil, os Estados Unidos investiram US$ 5,9 bilhões em cinco programas de vacinas contra a covid-19. O objetivo dessa alocação de verba era justamente obter vacinas o mais rápido possível.
A desinformação
Enquanto a ciência trabalhava em tempo recorde, a desinformação também se proliferava pela internet. Dessa forma, grupos contrários à vacina passaram a criar e divulgar teorias da conspiração sem base científica alguma.
Essas percepções equivocadas impactaram o número de pessoas dispostas a se imunizarem. De acordo com um estudo de 2021 publicado no Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI), que analisou os índices de hesitação vacinal durante a pandemia, 21,1% dos participantes expressaram não ter intenção de se vacinarem.
Informação de fontes seguras
Para o especialista, o melhor remédio contra o medo é a informação baseada em evidências científicas.
Por isso, é fundamental se manter atento à comunicação de canais oficiais, como o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria.
Assim, é possível combater as crenças e os medos errôneos de que a vacina causa danos à saúde.
O diálogo faz a diferença
Ainda que algumas pessoas sejam bem resistentes em suas crenças contra vacinas, o Dr. D’Elia acredita que a boa comunicação tem o poder de mudar percepções.
“É claro que existem também pessoas que são mais impermeáveis a mudar de opiniões, uma vez que já têm dentro da cabeça delas que a vacina é algo que não deve ser feita para uma criança. Mas acredito que a maioria das pessoas acabem por ficar um pouco mais tranquilas”.
Vacinar é um ato de cuidado
Vacinar vai além de um ato individual, porque também protege toda a comunidade à nossa volta. Isso vale, especialmente, para os mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Por isso, reforçar o diálogo e o acesso à informação é essencial para garantir a confiança nas vacinas e, consequentemente, uma sociedade mais saudável.
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