Criança

Crianças refugiadas publicam livros contando suas histórias e sonhos

Uma iniciativa que visa ajudar e incentivar as crianças

Redação Pais&Filhos

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Foto: Divulgação

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“Meu nome é Bader Munir Bader. Tenho 5 anos. Gosto do sol. Dos pássaros. E das cores bonitas”, escreve Bader de 5 anos, nascido na Arábia Saudita, que adora futebol, pular e sua cor preferida é verde-claro.

Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), mais de 9.550 refugiados de 82 nacionalidades vivem no Brasil, vindos principalmente da Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina. Do total, entre 2010 e 2015 (4.456), 599 eram crianças entre 0 e 12 anos, compondo 13,2% da população refugiada no país, de acordo com levantamentos do CONARE.

Dentre essas crianças refugiadas, 19 contaram seus sonhos e histórias, em seus próprios livros, mostrando que são capazes de entender o que se passa em seu país de origem e sua situação aqui no Brasil. Dentre os personagens mais famosos, as crianças investem suas esperanças na paz.

Rodrigo Abreu, conselheiro do Adus e CEO da AlphaGraphics Brasil diz que “por meio da ação conjunta entre Adus, Estante Mágica e AlphaGraphics, pedimos para que as crianças nos contassem os seus sonhos e o resultado foi incrível, mostrando que o que falta para elas é uma simples oportunidade”. Para ele, as crianças refugiadas têm poucas oportunidades de educação. “São mais de 3,5 milhões fora da escola no mundo, sendo que a Educação deveria ser considerada uma parte essencial das operações humanitárias com refugiados.”

Apenas 61% das crianças refugiadas estão matriculadas na escola primária, e segundo a ONU, uma criança refugiada tem cinco vezes menos chance de estudar, por causa da sua condição.

“As pessoas não têm coração para fazer o bem para outras pessoas”, conta a síria Hebra, fã de história, geografia, artes e educação física.

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