O Dia Internacional da Mulher é celebrado em vários países em 8 de março. A data, tão importante para enaltecer trabalhos incríveis e que, de alguma maneira, mudaram o mundo e fizeram história, também é uma baita inspiração para meninas que pretendem seguir o mesmo caminho.
O dia de hoje é feito para refletir sobre a luta e as conquistas das mulheres, principalmente por igualdade e respeito ao longo da história. Por isso, separamos 6 conquistas que fazem o mundo um lugar melhor para a sua filha.

1. Avanço das mulheres na ciência
As pesquisas desenvolvidas pela cientista húngara Katalin Karikó possibilitaram a aprovação mais rápida da história de uma vacina! Em menos de um ano depois do início da pandemia de Covid-19, o primeiro imunizante contra o vírus foi aprovado no Reino Unido.
A vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com o laboratório alemão BioNTech, foi aprovada em tempo recorde no mundo, e a bioquímica ainda inovou ao usar uma tecnologia inédita, com a possibilidade de criar um imunizante de maneira muito mais rápida e adaptada para variantes. O papel da cientista foi tão importante que ela está sendo cotada para o Prêmio Nobel de Química.

Também cresceu o número de mulheres na saúde e na ciência no Brasil. De acordo com um estudo feito pela Unesco, só no Instituto Butantan, em São Paulo, cerca de 79% dos cargos de estudos em ensaios clínicos na instituição são ocupados por mulheres.
Segundo o CNPq, as mulheres constituem 43,7% dos pesquisadores científicos no país e conforme a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), o território também lidera o número com a maior porcentagem de artigos científicos assinados por elas, seja como autora principal ou como co-autora. Entre 2014 e 2017, a região publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras. Baita inspiração para sua filha que pretende seguir na área da Ciência, né?
2. Pagamentos iguais para homens e mulheres no esporte
O exercício físico é uma das ferramentas mais importantes no desenvolvimento de qualquer criança ou adolescente. Sendo assim, a representatividade feminina no esporte é muito importante para que todas as meninas possam se identificar e sonhar em estar no lugar mais alto do pódio. Com o avanço das mulheres em diferentes modalidades, foram criadas leis para que a equidade de gênero nos esportes esteja caminhando para um futuro mais igualitário.

Uma dessas conquistas foi o Projeto de Lei 321/21, aprovado em 2021 pela Câmara dos Deputados, que afirma que a mulher deve receber igualmente os valores de premiações desportivas realizadas ou apoiadas por qualquer um dos poderes da República, em âmbito federal. Ou seja, isso garante que durante as competições, homens e mulheres sejam premiados de maneira igualitária.
Sendo assim, a representatividades delas no esporte crescem cada vez mais! No ano passado, por exemplo, Renata Silveira entrou para a história da Copa do Mundo ao ser a primeira mulher a narrar uma partida do torneio na televisão aberta no Brasil.
Sem falar de outros modelos femininos que conquistaram títulos de relevância no esporte brasileiro, como: Rayssa Leal, a skatista conhecida como Fadinha, que ganhou sua primeira medalha olímpica em 2022 aos 13 anos de idade e foi vice-campeã mundial duas vezes consecutivas; ou Rebeca Andrade, que foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica na ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020, e ainda foi campeã mundial no salto no mesmo ano.
3. Lugar de mulher (também) é atrás das câmeras
Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a levar o Oscar de Melhor Direção e fez história na premiação. A estatueta veio em 2010 pelo trabalho da diretora em “Guerra ao Terror”. Em 2021, Chloé Zhao foi a segunda a ganhar na mesma categoria, pelo filme “’Nomadland” e recentemente, em 2022, Jane Campion foi a terceira colocada nessa lista, com o filme “Ataque dos cães”.

Infelizmente, apenas três diretoras conquistaram uma estatueta na categoria em 95 anos de premiação, e no Oscar de 2023 volta a não ter mulheres na disputa de melhor direção. Porém, o número de cineastras dirigindo filmes não deixou de crescer. Hollywood está mostrando certa evolução em relação à igualdade de gênero no cinema. Isso é o que mostra o estudo feito pelo Center for the Study of Women in Television and Film, na Universidade de San Diego, Califórnia, referente ao ano de 2020, em que houve um recorde de mulheres dirigindo filmes.
Das 100 produções cinematográficas que mais tiveram bilheteria no ano, 16 delas foram dirigidas por mulheres. Pode parecer um número baixo, mas foi um recorde em comparação com os outros anos. Em 2019, 12% das diretoras eram mulheres, e em 2018, apenas 4%.
4. Mais mulheres na política
Na última eleição, a Câmara Federal teve o maior número de mulheres eleitas da história. Cerca de 91 delas foram selecionadas como deputadas federais. Juntas, elas formam 17,7% do total de 513 parlamentares. Comparado à 2018, houve um aumento de 18,2% na representatividade feminina em 2023, quando foram eleitas 77 mulheres (15,01%) contra 436 homens eleitos.

Com uma maior visibilidade e olhar feminino para a elaboração de políticas públicas, os avanços na atualização da legislação que protegem, beneficiam e apoiam mulheres aumentam. Só no último ano, foram sancionadas algumas leis que tratam de violência política, perseguição e defesa de vítimas sexuais no processo legal.
Entre elas está a Lei do Stalking (que tipifica o crime de perseguição para proteger mulheres que sofrem com o comportamentos insistentes, de obsessão ou perturbação frequente pela internet dos parceiros após o fim de relacionamentos); a de Violência política (que proíbe a discriminação e desigualdade de tratamento por gênero ou raça em todas as instâncias de representação política e no exercício de funções públicas); e a Lei Mariana Ferrer (que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e das testemunhas do processo durante julgamentos).
5. Elas também podem liderar grandes empresas
Em 2023, mais cinco mulheres passaram a ocupar cargos de CEO’s nas empresas da Fortune 500 – grupo das maiores companhias dos Estados Unidos –, totalizando 53 delas em tal posição. Isso significa que, pela primeira vez na história do país, mais de 10% das maiores organizações dos EUA têm lideranças femininas.

No Brasil, também conseguimos notar essa visibilidade. Um exemplo é Yasmine Sterea, CEO e fundadora da Free Free, organização que trabalha pela liberdade física, emocional e financeira de meninas e mulheres. Recentemente ela expandiu sua atuação no mercado e lançou o Free Free Club, um projeto em parceria com a Universidade Harvard, – uma das melhores do mundo – para incentivar a liderança feminina.
6. Mulheres no topo – inclusive na música!
A história das artes envolve uma enorme participação feminina. Mas, ofuscadas pelo forçado protagonismo masculino, posições de destaques, sejam na música, cinema, teatro ou literatura, ainda são timidamente preenchidas por mulheres.
Mas esse cenário começa a mudar. Beyoncé, por exemplo, pode ser considerada uma das maiores artistas musicais mundiais atualmente. A cantora pop ganhou quatro prêmios no Grammy 2023 e se tornou a pessoa com mais estatuetas da premiação, ultrapassando o maestro húngaro Georg Solti! Agora, a americana tem 32 gramofones, um a mais do que ele e reforça ainda mais a mensagem de as mulheres estão cada vez ocupando espaços antes dominados por eles.
