No último domingo, 13 de março, em entrevista à CBS, o CEO da Pfizer afirmou que será necessário aplicar uma quarta dose da vacina contra a covid-19. “A proteção que estamos recebendo da terceira dose é boa o suficiente. Na verdade, muito boa para diminuir hospitalizações e mortes”, disse Albert Bourla. Apesar disso, o nível de proteção ainda não é suficiente.
“Para as pessoas que são do grupo dos imunossuprimidas – que possuem algum tipo de transplante – a resposta à vacinação é inferior e menos duradoura. Para essas pessoas, mais doses de vacinas em intervalos menores são importantes, para que ela tenha uma chance de responder [ao imunizante] e que essa resposta dure um pouco mais de tempo”, afirma João Prats, Dr. João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e filho de João Antônio e Ana Lúcia.

De acordo com o especialista, é necessário um adicional da dose do imunizante contra o vírus nessas pessoas. “A ideia é a mesma da 3ª dose. A questão é que a ciência vai se desenvolvendo e vão observando que é necessário cada vez um reforço maior. Afinal, a resposta dos imunossuprimidos que tomaram a terceira dose está diminuindo, portanto, é necessário mais uma”, continuou.
Ele também ressaltou sobre a importância de observar se é necessário que pessoas fora desse grupo também recebam a vacina: “Todos podem tomar, a vacina é segura. A 4ª dose tem baixo risco de ter problemas”, no entanto, ele também afirma que não há muitos dados sobre a necessidade de vacinar outras pessoas além dos imunossuprimidos. “Essa é uma discussão nos ainda não temos dados suficientes para isso”, acrescentou.
O infectologista também enfatiza a importância das pessoas que fazem parte do grupo de risco, receberem a 4ª dose da vacina contra a Covid-19, para que haja reforço em razão ao imunizante. Já a população que não faz parte desse meio, ainda não há dados específicos.