Depois de quatro tentativas frustradas para engravidar, uma mulher de 32 anos de idade pôde realizar o sonho da maternidade. A conquista foi possível graças aos médicos do Instituto da Vida em Atenas, na Grécia que utilizaram uma nova técnica de reprodução assistida.
Nesse procedimento, os especialistas transferiram o DNA do óvulo da mãe para o da doadora e o fertilizaram com o sêmen do pai do bebê. Assim, a criança tem a mitocôndria da doadora e o código genético dos pais.
A moça está grávida de 27 semanas. Esse será o segundo bebê gerado utilizando esse método como tratamento da infertilidade, o primeiro foi registado no México. Contudo ele já foi realizado para impedir que os embriões tivessem doenças genéticas fatais.
Os médicos criticam o nome com o qual o procedimento se popularizou “neném de três pais”, mas pedem que utilizem “spindle transfer” (transferência de fuso/eixo). Para não confundir, esta criança, assim como qualquer outro procedimento de reprodução, continuará tendo apenas dois pais e uma doadora de óvulos que permitiu a formação de um embrião.
Ainda vista como uma técnica controvérsia, pelos objetivos de sua utilização, alguns países baniram esse procedimento, como é o caso dos Estados Unidos. A questão ética continua sendo um desafio para a medicina e divide opiniões.
Enquanto alguns institutos, como a Embryotools, garantem a segurança da técnica, justificando os vários testes realizados em camundongos, outros ainda dizem que não há como afirmar com certeza esse fato. E você? O que você pensa sobre isso?
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