Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais realizaram um estudo para compreender as dificuldades enfrentadas por mãe e bebês na amamentação. De acordo com eles, entender esse processo durante os três primeiros dias de maternidade é importante para que a amamentação não seja interrompida.
A pesquisa indicou que traumas mamilares como escoriações, fissuras e vermelhidão estão entre as principais dificuldades enfrentadas por puérperas amamentando até 72 horas após o parto. “Esperávamos encontrar que a fissura mamilar é uma das maiores dificuldades enfrentadas no aleitamento materno exclusivo”, explica Carine Vieira Bicalho, coautora do estudo.

E de fato, os resultados condizem com o que estavam antecipando. “No artigo identificamos que, realmente, as maiores dificuldades referem-se a problemas relacionados aos traumas mamilares, que engloba a fissura. Estas lesões estão associadas à pega incorreta e à presença de dor, que podem causar a interrupção da amamentação”, diz.
O estudo ajudará principalmente fonoaudiólogos, que serão capazes de identificar as causas das alterações no padrão de sucção, a fim de promover o equilíbrio e garantir uma mamada eficiente. Ou seja, a partir dessas informações, é possível desenvolver orientações e intervenções específicas para as mães que tiverem problemas na amamentação.
A pesquisa ainda concluiu que é importante entender como o processo de amamentação funciona em vários sentidos e não só os físicos. De acordo com os especialistas, para melhorar a experiência das mulheres, é preciso construir um vínculo de conexão afetiva entre mãe e bebê.